IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO

IGREJA MATRIZ DE SÃO SEBASTIÃO

 

 

A descoberta do sal mineral nas águas do Barreiro proporciona, no final do século XVIII, a chegada dos primeiros tropeiros em busca de alimento para o gado. Juntam-se a eles, outros moradores do Desemboque (hoje, Distrito de Sacramento) e pessoas vindas de outras localidades de Minas Gerais, que aqui se estabeleceram dando início à ocupação de Araxá.

José Pereira Bom Jardim e Bento Antônio da Boa Morte estão entre os primeiros habitantes. Como católicos praticantes, congregam outros elementos e fundam a Irmandade de São Sebastião.

Bom Jardim torna-se provedor geral da Irmandade e inicia a construção da Igreja de São Sebastião. Bento Antônio é o escultor, autor das imagens que compõem o acervo da Igreja.

Após a conclusão das obras, os construtores levantam uma muralha de pedra em volta da Igreja, e no fundo, demarcam um cemitério com sólidos alicerces, utilizado até a 2a metade do século XIX. A originalidade do cemitério está na existência de dois grandes portões laterais: o da direita, reservado aos falecidos irmãos de São Sebastião e o da esquerda, aos irmãos de São Francisco.

Durante a Revolução de 1842, ocasionada pela disputa do poder local entre os Partidos Conservador e Liberal, ocorre um confronto no Largo de São Sebastião resultando na morte de um soldado entrincheirado na torre da igreja. Esse episódio implica no fechamento temporário da igreja e na retirada da torre.

Na Igreja são exercidos todas as funções e atos religiosos, desde a sua construção, sobressaindo-se as festividades da Semana Santa e a tradicional Festa de São Sebastião, comemorada a 20 de janeiro, desde 1811.

Em 1938, é executada uma reforma na igreja com as seguintes modificações: colocação do forro (tipo paulista) na nave central e corredores laterais; aplicação de pedras, como revestimento, na fachada principal; aplicação de argamassa sobre esteios e madres, interna e externamente; substituição e inversão do sentido do tabuado corrido, bem como dos barrotes na nave central e corredores.

 

 

De 1938 em diante, a Igreja sobre outras reformas que visam preservá-la como templo católico e monumento histórico-arquitetônico.

Em 1979 é tombada pelo IEPHA — Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico através do decreto do Governo do Estado nº 19.908 de 22 de maio de 1979.

Em novembro de 1987, a Igreja de São Sebastião passa por uma restauração, sob a supervisão do IEPHA e é reinaugurada em 08 de agosto de 1990.

A empresa Marka Arquitetura e Engenharia foi contratada para o desenvolvimento do projeto de restauro da edificação, a fim de recuperar os materiais que se encontram degradados e criar um plano de conservação do bem, de forma a garantir que o mesmo não perca as características que a tornam tão importante para a religiosidade de seus moradores e para o turismo do município.

Fazem parte da proposta: projeto executivo de restauração arquitetônica com a inclusão dos projetos complementares e especiais (projeto de restauração: levantamento e diagnóstico, proposta de intervenção - anteprojeto e o projeto executivo); projeto executivo de conservação/restauração dos elementos artísticos integrados.

Para a execução das obras foi contratada a empresa “Minas Construções e Restaurações”, de Belo Horizonte, vencedora da licitação. A Ordem de Serviço foi assinada em 29 de abril de 2020. Foram realizados os seguintes serviços: revisão geral da cobertura; pintura interna e externa; restauração de portas e janelas; revisão dos sistemas: elétrico, hidrossanitário, segurança eletrônica, telefonia e dados; sonorização; SPDA; instalações de prevenção e combate a incêndio; revisão geral das alvenarias e revestimentos; paisagismo; restauração e conservação dos elementos artísticos integrados: retábulo-mor; cimalha da capela-mor; balaustrada da capela-mor; retábulo colateral (Epístola); retábulo colateral (Evangelho); arco cruzeiro; balaustrada da nave; balaustrada do coro e sinos.

A Igreja de São Sebastião e o Museu Sacro foram reinaugurados em 10 de novembro de 2020.